Quixadá: Interceptações telefônicas revelam que esquema de fraude em licitação pode envolver outras pessoas e empresas

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Na quinta matéria sobre a decisão judicial que culminou nas prisões do presidente da Câmara Municipal de Quixadá, Ivan Construções (PT), do genro do prefeito Ilário Marques (PT) e de mais cinco pessoas, entre elas empresários, a reportagem revela que, além das pessoas que foram presas durante a operação, outras pessoas e empresas podem estar envolvida no esquema.

De acordo com o Ministério Público, as fraudes nas licitações eram realizadas por um organizado grupo de empresas que decidiam quem sairia vencedor nos processos licitatórios.

Em uma interceptação telefônica entre os presos Ivan Construções e Jonatas Ferreira de Lima, foi mostrada uma tratativa para montagem de um procedimento licitatório. O presidente da Câmara informou quais as empresas que deveriam participar e qual seria a vencedora do processo. Na conversa, Ivan deixa claro que as empresas que deverão participar serão as das pessoas de Webster e Dudu.

Os dois empresários citados na transcrição são responsáveis pelas empresas WNSA Engenharia e Luis Évio da Silva Rafael-ME. Essas empresas foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a operação “Casa de Palha”. Webster trata-se Webster Araújo um dos irmãos de Ricardo Araújo, que foi preso durante a deflagração da operação. Já Dudu, é empresário e primo do vereador Neto do Custódio, parlamentar que faz parte da base aliada de Ilário Marques.

De acordo com o magistrado, em outra interceptação ficam mais evidentes as fraudes às licitações, nesta Ivan Construções indica qual empresa sairá vencedora do certame licitatório, indicando, ainda, que determinadas empresas não iriam participar. Na transcrição abaixo a empresa de “Dudu” é novamente citada como participante do esquema.

De acordo com o juiz, existe uma sofisticada rede criminosa envolvendo empresários e agente públicos, todos em conluio para fraudar procedimentos licitatários. As interceptações telefônicas demonstram que as licitações seriam direcionadas para as empresas de pessoas ligadas as Legislativo e ao Executivo.

O Ministério Público sustenta que as conversas gravadas dos investigados revelam que as interpostas empresas funcionavam como laranjas do presidente da Câmara, que solicitava que os empresários o passasse detalhes sobre as obras, bem como ordenava a paralisação delas. A decisão judicial escancara o caráter e a índole de empresários e políticos que para a sociedade eram tidos como pessoas corretas, mas, que nos bastidores, prejudicaram com seus atos ilícitos a população de um município que, nos últimos anos, amarga o ostracismo econômico, prejudicando investimentos públicos nas áreas de Saúde, Saneamento, Educação, Infraestrutura, Esporte, Cultura, entre diversos serviços que poderiam ser ofertados aos quixadaenses.




Comentários

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  1. O Povo so tem o que merece
    parabéns Quixadá

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