A crise financeira, moral, ética e política, é responsável pela falta de desenvolvimento e Quixadá só evoluirá depois de vencê-las

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Quixadá tem vivido um de seus piores momentos. As ruas da sede do município estão tomadas por buracos, a Saúde vive um caos, onde unidades básicas de saúde são inauguradas sem água e sem energia. Além da falta de medicamentos e insumos básicos. Esporte e Cultura são deixadas em segundo plano, mesmo após a atual gestão unir as áreas em uma secretaria de governo. O Turismo nunca foi valorizado e agora está bem pior. Obras? Marcadas por licitações investigadas por fraudes, em uma união entre Executivo e Legislativo para saber quem negocia melhor, quem tem uma maior capacidade de prejudicar os munícipes, quem é o melhor do “quanto pior, melhor”.

Em meio a todo o caos, há um chefe do Executivo, apático, sem capacidade de reação, com uma equipe arrogante, que mais atrapalha do que ajuda, porque tenta passar ao prefeito, distante dos quixadaenses, que tudo está bem e que a reeleição é garantida. Mas, sempre me pergunto: Esse povo vive na lua ou existe outro Quixadá? E toda vez que faço essa pergunta, tenho um momento de reflexão, não, não é isso. O que vivemos é um crise financeira, moral e ética que assola o município nos últimos anos. Atual administração é apenas a versão piorada da anterior. Não foi à toa que o atual alcaide perdeu as eleições para João da Sapataria em 2012.

O despreparo, a falta de planejamento tanto no Legislativo como no Executivo, bem como a crise causada pelas rachadinhas na Câmara Municipal e os processos fraudulentos na Prefeitura, além de prejudicar o município, respinga na imagem do alcaide, que já foi afastado do cargo e teve dois aliados, no Legislativo, também afastados e com o agravante de que um deles, foi preso, o petista Ivan Construções. São pessoas muitos próximas ao prefeito, o que sempre deixará a dúvida de que ele sabia ou não do que acontecia. Esta dúvida deverá sempre ser acompanhada do fato dele ter sido acusado de comandar suposto esquema de corrupção dentro da Administração. Vale destacar que a desculpa para a estagnação econômica e estrutural, de acordo, com a atual gestão era do governo que a antecedeu e agora, de quem é a culpa? O chefe do Executivo, ao assumir o poder em 2017, disse que a recuperação do município demoraria 20 anos. E agora, após os escândalos de corrupção descoberto pelos órgãos de fiscalização, quantos anos teremos que esperar para que a Terra dos Monólitos volte a se desenvolver? 200 anos, no mínimo?

A falta de planejamento, no atual governo, é tão grande que numa semana eles dizem uma coisa e na outra, divulgam algo totalmente diferente, se desdizem, se desmentem. Exemplo disso é o Pula Fogueira. Há umas duas, três semanas, a gestão informou que havia superado a crise financeira e iria realizar o festival junino, porque as finanças do município permitia. Estranhamente, na semana passada, a administração cancelou o evento usando como justificativa a crise financeira. Que estamos em crise é verdade, mas não foi isso. A Prefeitura cancelou o evento pelas dificuldades, por não ofertar serviços públicos de qualidade e pelo triste momento político que a Terra dos Monólitos vive. A atitude de cancelar o evento, ao meu ver, foi correta. A desculpa usada para o cancelamento é que não foi.

A crise financeira, moral, ética e política pela qual Quixadá passa, serve de lição para que possamos passar a limpo o que acontece nos bastidores da politica local. Quem mais está envolvido em atos ilícitos no poder público local? Qual decisão a Câmara vai tomar em relação ao presidente preso e afastado? Qual o próximo passo da justiça e do Ministério Público? Quais dos presos na operação “Casa de Palha” irá delatar o esquema investigado pelo Ministério Público? Há outros esquemas que estão sendo investigados? As respostas e suas sanções podem ajudar Quixadá a se livrar da politicagem e das negociatas e fazer com que o município retome o caminho do desenvolvimento.


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Por Franzé Cavalcante – Jornalista
E-mail: monolitosquixada@gmail.com




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