Ministério Público afirma que o genro do prefeito de Quixadá definia as “maldades” da gestão

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Em uma das interceptações telefônicas do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), no âmbito da operação “Casa de Palha”, o órgão reforça que o genro do prefeito de Quixadá tinha interferência no comando da gestão municipal, inclusive, para atrapalhar eventos que gerariam emprego e renda para o município.

Milton Xavier Dias Neto, “Neto Dias”, e o prefeito Ilário Marques (PT), por diversas vezes, mesmo com o município passando por crise financeira, defendiam a realização de festas populares como o Pula Fogueira, mas, nos bastidores, de acordo MPCE, a postura era outra. Em um áudio em que o genro do petista tenta barrar um evento, os promotores apuraram que era ele que definia as “maldades” em relação a realização de um evento e “que vão pra cima dessa festa”.

Neto Dias conversa com um homem não identificado (HNI) e para prejudicar os realizadores da festa, negocia qual valor deve ser pago pelo Imposto Sobre Serviços (ISS). “HNI diz para NETO que é para ele botar pra cobrar ISS de uns três contos”, mas o genro do prefeito acha pouco e HNI cita o valor cobrado em uma festa onde a atração era a banda “Aviões”.  “NETO diz para HNI que é 5 mil, porque eles pagaram 3; HNI diz que do Aviões foi 8 mil e pouco”.

Na continuidade dessa interceptação telefônica, Neto Dias demonstra que não liga em prejudicar os empresários realizadores da festa e o município. “Tem que ser uns 5 mil só de ISS só para começar a brincadeira”, debochou.

O genro do prefeito de Quixadá ordenou ainda a realização de “blitz” e disse para HNI que iria apenas informar a Ilário o que pretendia fazer, mostrando que as ordens dele prevaleciam. Além disso, comentou com o homem não identificado que falaria com “Denis”. Possivelmente, este último seria o vereador e presidente da Câmara Municipal de Quixadá, Denis Dutra, que na época da interceptação, dia 30/07/2018, era o secretário de Finanças.

Após ser preso temporariamente por cinco dias, no dia 24 de abril de 2019, e ter o encarceramento prorrogado por mais outros cinco, Neto não foi mais visto em Quixadá. Nos bastidores da politica local, os comentários é que ele para se prevenir “viajou” para o exterior.




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