“Ele é um ditador”, diz vice-prefeito de Quixadá ao falar como Ilário Marques trata o município e os quixadaenses

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O programa 970 Graus, transmitido pela Rádio Liderança FM 105,9 e TV Monólitos, comandado pelo radialista Herley Nunes, entrevistou, nesta sexta-feira (16), o vice-prefeito de Quixadá, João Paulo de Menezes Furtado. Ele não poupou críticas ao chefe do Executivo quixadaense, Ilário Marques (PT), dizendo, inclusive, que não mantinha nenhum tipo de relação pessoal com o petista, pois discorda do modo como está gerindo a Prefeitura Municipal.

Ao ser perguntado se Ilário Marques tinha algum ingerência quando ele foi prefeito interino, João Paulo, lembrou que o petista quis passar a imagem de que ele teria o traído, mas já havia rompido com o alcaide bem antes e que suas ações são ditatoriais. “Ele quis dizer a população como se nós estivéssemos juntos e quando eu assumi, rompi, o que não é verdade. O rompimento houve bem antes, pela forma como eu via ele fazer política, pela forma do abandono que estava a cidade e por não concordar com muitas coisas porque ele diz que é do partido dos trabalhadores, mas na realidade, ele é um ditador e nós rompemos”, alfinetou.

O vice-prefeito disse também que mesmo estando rompidos, ao ser afastado, Marques o procurou, como uma forma de ludibria-lo para não assumir o comando do Executivo, com a desculpa de que ele seria o candidato do alcaide nas próximas eleições e lembrou também que o rompimento entre eles foi comprovado nas interceptações telefônicas da operação “Casa de Palha”, que resultou no afastamento e prisão de um dos braços direitos de Ilário. “Quando eu assumi, ele me procurou, uma conversar rápida. Ele apenas disse que queria conversar comigo porque sabia que as coisas não estavam dando certo e que queria o meu apoio porque, em 2020, eu seria o candidato a prefeito dele. Talvez uma forma dele querer me seduzir, mas eu disse a ele que eu estava assumindo, de uma forma triste pela forma como tudo aconteceu e que eu era o prefeito. Nas gravações da Casa de Palha, a chefe de gabinete foi pega numa gravação falando com o presidente da Câmara, que hoje está preso, para eu não assumir. Então, é prova de que nós estávamos rompido há muito tempo”, declarou.

João Paulo informou ainda que fica triste ao ver que  Ilário Marques, ao ser afastado, em agosto de 2018, ao invés de ajudar, buscou denegrir a imagem da gestão interina, esquecendo que o passado dele é marcado por abandono e traições aos seus vices-prefeitos e também a quem o apoiou. “Fiquei triste ao vê-lo não ficar na dele e nem ajudar, ao invés de ficar na dele, veio só denegrir, falar em traição. Mas, se você pegar o currículo dele, foi eleito com o apoio do Mesquita, o que ele fez com o Mesquita… Com a Júlia, que foi a primeira vice-prefeita dele; com Odorico, com Cristiano Goes, com doutor Rômulo… Então, o currículo dele mostra quem é judas, quem é traidor”, criticou.

As funções institucionais do vice-prefeito também foi assunto do programa programa 970 Grau. o vice-prefeito,0 informou que tem procurado ajudar o município e anunciou que a Prefeitura recebeu duas ambulâncias conseguidas, ainda, na época em que ele era o prefeito interino, uma articulação junto ao deputado Bruno Gonçalves. “Eu estou sempre procurando os deputados estaduais e federais para ajudar o nosso município, independente das minhas questões com o prefeito”, finalizou.

Assista abaixo o programa 970 Graus na íntegra.




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