Vereadores querem instalar CPI na Câmara de Quixadá para investigar esquema de funcionários fantasmas

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Os vereadores da oposição ao prefeito de Quixadá, Ilário Marques (PT), estão incomodados com a situação da Câmara Municipal, que nos últimos três anos tem sofrido com as interferências do Executivo e com operações do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). O órgão solicitou ao Poder Judiciário, o afastamento de dois vereadores, um, em 2018, por exigir parte do salário de uma servidora, esquema conhecido por rachadinha e, em 2019, o presidente da casa, Ivan Construções (PT), além de ser afastado foi preso na deflagração da operação “Casa de Palha”, que investiga um suposto grupo criminoso que fraudava licitações na prefeitura e no parlamento local. O chefe do Legislativo, de acordo com os promotores de justiça do caso é um dos lideres do grupo.

Os dois fatos mancharam a imagem da Câmara de Quixadá e colocou em xeque a atuação dos vereadores. A oposição trabalha para que a população retome a confiança na instituição, mas tem encontrado dificuldades por conta das estreitas ligações dos demais vereadores com a atuação gestão do município, que dita como eles devem se comportar e votar os principais projetos apreciados pelo Legislativo.

Em agosto, os vereadores Cabo Marlim, Carlos Eduardo (Dudu), César Augusto, Evaristo Oliveira, Louro da Juatama, Luiz do Hospital, Marcelo Ventura e professor Damasceno enviaram requerimento pedindo a cassação de Ivan Construções de presidente da Mesa Diretora, não obtiveram sucesso, pois de acordo com os bastidores da política local, o prefeito orientou que sua base aliada votasse e defendesse seu correligionário.

No final do mês de outubro e início deste, os mesmos parlamentares de oposição reiniciaram a saga de tentar aprovar um novo requerimento de cassação do presidente da casa do cargo de chefia da Mesa Diretora, o projeto não foi colocado na pauta da sessão dessa quarta-feira (6) e segue entre um dos assuntos que devem movimentar a Câmara nos próximos dias.

Além do projeto contra Ivan, os oitos vereadores solicitam ao presidente interino da Câmara, Denis Dutra, através do requerimento de nº 3465 a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um esquema de funcionários fantasmas no parlamento local. A existência de funcionários que apenas recebiam salários, mas não trabalhavam foi descoberto pelo MPCE em uma das interceptações telefônicas autorizadas pela justiça dentro das investigações da operação “Casa de Palha”, ou seja, prática que ocorria quando Ivan Construções não havia, ainda, sido afastado e preso.

O órgão ofereceu a justiça denuncia criminal de nº 2018/507493 em desfavor de Ivan Construções, pois de acordo com promotores ele mantinha uma funcionária na Câmara de Vereadores sem que ela trabalhasse.

O Monólitos Post já havia publicado matéria sobre a existência de funcionário fantasmas na Câmara de Quixadá, no início de maio de 2019 e, à época, informações extra-oficiais davam conta de que na casa existia em torno de setenta servidores, entre eles, vários que apenas recebiam os salários sem trabalhar.




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