Desgastado perante os quixadaenses e condenado na Justiça, Ilário Marques cogita desistir da reeleição e lançar Rosa Buriti

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As eleições municipais se aproximam e alguns nomes já figuram como pré-candidatos a prefeito do município de Quixadá, no Sertão Central. Algo comum nesta época que antecede o pleito, mas até o dia 5 de agosto, data limite para as convenções partidárias, o cenário pode mudar e alguns dos que já anunciaram suas intenções de concorrer ao cargo de prefeito podem desistir.

Além da desistência de alguns nomes, candidaturas podem ser barradas pela justiça. Nos bastidores da política local, comenta-se que a vereadora petista Rosa Buriti é uma opção para substituir Ilário Marques (PT) no próximo pleito eleitoral, uma vez que ele possui condenações em terceira instância. Além disso, o alcaide, tendo em vista sua situação de extremo desgaste perante à população, pode desistir. O afastamento do gestor, em agosto de 2018, as operações do Ministério Público em relação a propina do lixo e a “Casa de Palha”, que prendeu um dos políticos mais próximo do prefeito, o presidente da Câmara, Ivan Construções (PT), tem feito com que ele avalie a não candidatura a reeleição.

Rosa Buriti é defensora do prefeito, mesmo ele estando com a imagem totalmente manchada pelo seu nome figurar, constantemente, no plenário dos principais órgãos da justiça no país. Ela mantém uma incansável defesa do gestor que já foi condenado por falsificação de documentos e por improbidade administrativa. Mas, sobre ser substituta do atual chefe do poder Executivo nas próximas eleições, procurada pelo Monólitos Post a vereadora comentou que tudo está em construção e deixou escapar que “o nosso nome vem em processo de trabalho”.

Além da imagem desgastada, Ilário Marques vem perdendo capital eleitoral, através do término de alianças que os ajudaram no último pleito. perdeu, desde que assumiu a gestão, pelo menos, o apoio de quatro nomes importantes para sua eleição em 2016, entre eles o vice-prefeito e dois vereadores que estão entre os mais votados em Quixadá. Há ainda o fato de que um de seus apoiadores, o advogado Cícero Freitas, já demonstrou a intenção de lançar sua candidatura a prefeito.

O vereador Cesar Augusto foi o mais votado em 2016 e já se considera pré-candidato ao cargo majoritário, o que faz com que o atual alcaide enfraqueça sua base. César tem como reduto eleitoral o distrito de Cipó dos Anjos, local considerado estratégico para Marques e sem o apoio do vereador sentirá dificuldades naquela localidade, sobretudo pelas diversas promessas de se conseguir obras para o distrito.

Outro parlamentar que se afastou do grupo político do prefeito foi Marcelo Ventura, o quarto mais votado nas últimas eleições para a Câmara Municipal. A família do vereador tem histórico político em Quixadá. O pai, o doutor Ventura, foi candidato a prefeito do município nos anos 90, obtendo quase 10 mil votos. Já Marcelo foi eleito em sua primeira eleição com aval de 1.328 eleitores, ou seja, o capital eleitoral dos Venturas faz a diferença, sobretudo, em uma eleição com mais de dois candidatos ao cargo majoritário.

Outro fato que deixa claro o enfraquecimento do grupo político de Ilário Marques é o racha entre ele e o vice-prefeito, João Paulo de Menezes Furtado. Para população de um modo geral não causa espanto o fato, uma vez que o petista sempre brigou com seus companheiros de chapa após assumir a principal cadeira do paço municipal.

O esfacelamento de seu grupo político e a elevada rejeição dos quixadaenses tem feito o alcaide pensar se vale a pena ser candidato a reeleição ou não e o nome de Rosa Buriti é tido como uma opção, o que o levaria a apoiá-la, uma vez que o petista parece não querer abrir mão de que o nome para a candidatura majoritária venha do próprio PT.




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