Câmara de Quixadá aprova nota de repúdio contra Ilário Marques por tentar punir médico que cobrou equipamentos de proteção ao coronavírus

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O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o médico clínico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Quixadá, Pontes Netto, que foi publicado no Diário Oficial dos Municípios na última quinta-feira (7) e noticiado com exclusividade pelo Monólitos Post, não pegou bem para o prefeito Ilário Marques (PT).

Após milhares de pessoas declararem apoio ao médico, que é bastante querido pelos quixadaenses, a Câmara Municipal de Quixadá manisfestou repúdio a Ilário Marques por perseguir um profissional que está na linha de frente no combate e tratamento dos pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Na Nota de Repúdio, a Câmara de Quixadá destaca que o alcaide feriu um dos princípios da Administração Pública. “Nós, vereadores do município, classificamos o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Pontes Netto como injusto, desnecessário e transgressor do Princípio da Impessoalidade, pois um administrador público, como o prefeito Ilário Marques, não pode punir um médico que vem prestando importantes serviços à população apenas por este profissional exigir melhores condições de trabalho para ele, para os colegas e também para melhor atender os pacientes. Com esta atitude, o chefe do Poder Executivo está tratando a Prefeitura como se fosse sua, o que é inadmissível e que fere os princípios da Administração Pública”.

O prefeito Ilário Marques iniciou sua empreitada contra Pontes Netto por ele ter postado uma foto em suas redes sociais informando que havia comprado equipamentos de proteção individual para se proteger e melhor atender os pacientes que buscam atendimento na UPA. A imagem publicada pelo clínico foi em tom de desabafo e para cobrar valorização para os médicos, que, neste período de pandemia, tem se dedicado ainda mais a salvar vidas.

Vale destacar que o documento foi colocado em votação e aprovado pelos vereadores Cabo Marlim, Carlos Eduardo Moreira (Dudu), César Augusto, Evaristo Oliveira, Louro da Juatama, Luiz do Hospital, Marcelo Ventura e Professor Damasceno. A vereadora Rosa Buriti foi a única a votar favor da perseguição ao médico, e os demais parlamentares se abstiveram da votação.

Ainda na nota, os vereadores informam que estão vigilantes às ações do Executivo e enfatizam que não podem “silenciar” em medidas realizadas pela Prefeitura quando elas prejudicam os munícipes. “Cobrar melhorias de condições de trabalho é um direito do servidor e deveria ser uma reivindicação de todos os profissionais que fazem parte da gestão municipal. Por isso, repudiamos o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra Pontes Netto, sobretudo por denotar perseguição a um servidor público no âmbito de suas funções”, diz o documento.

Pontes Netto é um dos aprovados no concurso que Ilário Marques tenta anular e que teve posse realizada em 2019, após a justiça determinar que o certame era válido, ou seja o médico ainda está no período de estágio probatório e o PAD aberto pelo alcaide pode prejudicar sua vida como servidor público do município.

Os parlamentares finalizam a Nota de Repúdio informando que estão de olho nos gastos da gestão municipal, sobretudo, neste período em que os processos licitatórios são realizados por dispensa. “Tranquilizamos os quixadaenses sobre o nosso trabalho de fiscalizadores das ações do Executivo. Diariamente, acompanhando o Portal da Transparência, estamos de olho, não apenas na destinação de quase R$ 1, 6mi destinados ao nosso município pelo Governo Federal para o combate ao novo coronavírus, mas também em todos os recursos utilizados pela gestão municipal”.




Comentários

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  1. Só faltou colocar os nomes dos vereadores omissos, para que o povo fique de olho, uma vez que estamos em ano eleitoral.

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