EXCLUSIVO: Em áudio, genro de Ilário Marques é flagrado pagando R$ 10mil para “laranja”

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Enquanto o mundo se preocupa com o eficiente gerenciamento dos recursos públicos visando oferecer um melhor atendimento na área de saúde às vítimas do vírus chinês denominado de coronavírus, em Quixadá, áudios, interceptados com autorização da justiça, revelam que na atual gestão o dinheiro público era fácil e escorria fartamente pelo ralo da corrupção.

Com exclusividade, o Monólitos Post teve acesso a transcrição do diálogo reproduzido nos autos do processo investigatório, e o que você vai ler agora demonstra que a prefeitura foi transformada em verdadeiro balcão de negócios escusos que deixará os quixadaenses estarrecidos.

No diálogo de uma interceptação telefônica realizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará decorrente da operação “Casa de Palha”, que investiga crimes de desvio de verba na prefeitura e câmara, o genro do prefeito Ilário Marques (PT), conhecido por Neto Dias, foi flagrado negociando o pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para uma terceira pessoa ser usada como “laranja”.

O genro do prefeito trata os recursos públicos do município como se fossem seus, para obter um maior “lucro” na “negociata”, ele chega a questionar o alto valor pago ao “laranja”. “NETO DIAS diz que vai pagar 10 mil para o TIAGO ficar assinando as peças, mas tá achando muito; TIAGO diz que não é muito não porque é o nome dele que vai ser usado como laranja”, releva a interceptação.

Ao que tudo indica, não existia escassez de dinheiro público na prefeitura municipal de Quixadá como prega o prefeito Ilário Marques (PT), pois se o genro oferecia 10 mil reais para uma pessoa assumir a função de “laranja”, é fácil imaginar o quanto existia de retorno financeiro para os chefes do esquema investigado pelo Ministério Público. Se por um lado, um “laranja” somente para assinar documentos custava 10 mil, por outro, um professor temporário, que trabalha na atual gestão oito horas por dia, ganha, em média, apenas R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Além disso, faltam recursos públicos para uma Saúde pública de qualidade, para investimento em Saneamento Básico, para a melhoria das ruas que estão esburacadas e para serviços de pavimentação, principalmente em bairros mais afastados do centro da cidade, onde as pessoas sofrem com a notória falta de eficiência do poder público local.

A Educação municipal também sofre as duras consequências do mau gerenciamento dos recursos públicos. Em 2018, por exemplo, o prefeito ficou devendo parte do reajuste aos professores e ainda deve até a presente data. Já em 2020, Quixadá, pela primeira vez em sua história, parcelou em três vezes o reajuste dos profissionais do magistério, enquanto os demais municípios a categoria recebeu de uma só vez, sendo que alguns prefeitos além de conceder o reajuste sem parcelamento, tiveram também a iniciativa de pagar um percentual maior do que o estabelecido pelo Governo Federal.

Por isso, em Quixadá cada dia mais, pergunta-se: CADÊ O DINHEIRO QUE ESTAVA AQUI?

 




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