Veja Vídeo: Maternidade poderá fechar emergência pediátrica em Quixadá

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A única emergência pediátrica do Sertão Central do Ceará, a do Hospital e Maternidade Jesus, Maria e José, pode fechar suas portas por falta de verbas.

A decisão da direção da entidade informou que se as autoridades não tomarem nenhuma atitude, no próximo dia 31 de agosto esse serviço deixará de ser realizado na maternidade.

Ainda segundo a direção, no último dia 25 de Julho de 2012, uma comissão composta pelo Diretor Geral, Sr. Maciano de Sousa Silva, Diretor Clínico, Dr. Mesquita, Gerente de Enfermagem Dra. Jeane Torres e Coordenação de Auditoria Sr. Genízio Holanda, dirigiram-se ao município de Choró, onde aconteceria o encontro da Comissão Intergestores Regional – CIR, a fim de apresentar aos gestores de saúde dos dez municípios que compõe a 8ª CRES (Banabuiú, Choró, Ibaretama, Ibicuitinga, Quixadá, Quixeramobim, Milhã, Pedra Branca, Senador Pompeu e Solonópole) a real situação financeira do Hospital Maternidade Jesus Maria José, instituição esta, que há 71 anos presta relevante serviço no campo da saúde a todo o Sertão Central do Estado do Ceará.

Ao iniciar sua fala Sr. Maciano fez a leitura de uma carta endereçada a Comissão Intergestores Bipartite – CIB que será exposta no 27 de Julho na Secretaria da Saúde do Ceará (SESA), conforme orientação verbal do Secretário de Saúde do Estado Dr. Arruda Bastos.

Dando continuidade a sua fala, frisou que hoje o HMJMJ tem uma dívida no valor de 2.300.000,00 (dois milhões e trezentos mil reais), sendo que mensalmente a dívida cresce algo em torno de 130.000,00 (cento e trinta mil reais), argumentou ainda que as glosas de procedimentos em decorrência de uma Programação Pactuada e Integrada – PPI defasada, somado ao baixo valor pago pela tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde – SUS e os constantes atrasos nos repasses financeiros a instituição, via Prefeitura Municipal de Quixadá, são os grandes responsáveis pela atual situação financeira do HMJMJ.

Diante do exposto pediu encarecidamente o apoio dos presentes e informou que se nenhuma atitude fosse tomada a Emergência Pediátrica será fechada a partir de 31 de Agosto de 2012 por falta de recurso para manter este serviço que é imprescindível para toda a região.

Em complemento a fala do Sr. Maciano, Dr. Mesquita pronunciou-se informando da impossibilidade do HMJMJ continuar a realizar procedimentos de pequena cirurgia, uma vez que a instituição não tem perfil nem estrutura física para estes procedimentos de caráter ambulatorial, tendo em vista a missão do hospital que é atuar de forma resolutiva e humanizada na área hospitalar (internação). Informou aos presentes, dentre estes, a Secretária de Saúde de Quixadá, Dra. Ana Valéria Nepomuceno que a partir do dia 31 de agosto do corrente ano, o HMJMJ não realizará nenhum procedimento relacionado a curativos e pequenas cirurgias que não conste em PPI, sendo os mesmos atendidos de forma eletiva e em horário comercial.

Ao se pronunciar, Dra. Jeane enfatizou que o hospital precisa urgentemente de ajuda, ou de fato, serviços serão fechados em curto período ocasionando desemprego de profissionais e principalmente prejuízo incalculável na atenção e acesso a saúde no sertão central.

Dando continuidade a explanação sobre a real situação do HMJMJ, Sr. Genízio do serviço de auditoria, expôs informações estatísticas relevantes dos atendimentos realizados, bem como das glosas em virtude da defasagem da PPI atual, que há cerca de dez anos não sofreu nenhum reajuste no tocante ao quantitativo de acesso da população, nem financeiro, embora o contingente populacional seja hoje bem diferente do tempo em que foi elaborada.

Assista vídeo com a explicação do diretor clínico do Hospital e Maternidade Jesus, Maria e José, Dr. Mesquita:

 




Comentários

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  1. Duvido que isso viesse a acontecer nos tempos de dom adélio, aquilo é que era uma pessoa capacitada, capaz de tirar leite de pedra, para trazer o bem estar para quixadá, aquele com certeza já mais deixaria um criança sem atendimento médico. É, quando não se dar valor o que é bom, se paga um preço muito alto. Só lamento pelas criançinha, as quais não tem culpa de nada. Que deus os protejam, por que se depender dos poderes constituídos, ou dos médicos que atendem lá, só Deus.

  2. Maternidade em que nasci, e muitos outros cearenses com origem no sertão central, lamentamos que os governos Federal, Estadual e Municipal, não tomem providências. O problema é tão grave que nem nascer você pode.

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