O PT sabe que a disputa neste ano será muito mais decisiva para o futuro do partido em Quixadá do que foi a disputa eleitoral anterior, em 2012. Sabe que se o povo bater o martelo pela segunda vez contra a pretensão do partido de retomar o poder, isto representará um golpe de difícil cura.
Se perder agora, o PT terá que ser reinventado em Quixadá para chegar ao comando da prefeitura outra vez. Principalmente se um opositor vitorioso conseguir emplacar uma boa administração.
Mas o partido ainda tem uma carta forte na qual apostar e, com certeza, fará tudo o que estiver ao alcance para vê-la dar resultados. Na verdade, já está fazendo. O PT está apostando todas as suas fichas na atual gestão municipal. Como assim?
Simples. Os dirigentes da sigla, que não são bobos de jeito nenhum, conhecem – como quase todo mundo conhece -, o alto nível de rejeição popular que carregam os gestores de hoje. Na verdade, todas as vezes que teve a oportunidade de impedir a continuidade da atual gestão, o PT preferiu não fazer nada e deixar o barco seguir adiante.
A jogada foi lógica do ponto de vista estratégico. Afinal, ruim como isto possa soar, depois da derrota que sofreu em 2012, quanto pior o município ficasse, quanto mais os quixadaenses sofressem, melhor pavimentada ficaria a estrada para uma tentativa de retorno, tentativa que acontecerá agora, em 2016.
É óbvio que todo mundo do meio político nega a estratégia do “quanto pior melhor”, mas sabemos que é assim que a roda gira.
A jogada do partido, portanto, será a de confundir a imagem da atual gestão com a imagem dos oponentes. Nisto, tentarão vencer algumas inconsistências no argumento.
Inconsistências
1 – A gestão atual não foi realmente feita pelos principais opositores.
Ricardo Silveira (PMDB) e José Nilson (PSDB), principais opositores do PT no cenário atual, não carregam nenhuma responsabilidade pelos rumos que a gestão João Hudson tomou. O primeiro passou apenas metade de uma semana como secretário e não teve tempo de atuar no cargo, e o segundo esteve envolvido com projetos particulares nos últimos quatro anos. Qualquer análise imparcial mostrará que os dois não delinearam os rumos da gestão em nenhuma medida.
A saída para o PT será tentar culpá-los por não terem apoiado o candidato petista em 2012, mas este é um argumento “sem eira e nem beira”. As milhares de pessoas que apoiaram o candidato de oposição ao PT em 2012 certamente não são culpadas pelas decisões que a gestão tomou depois. O PT não as culparia porque sabe que divergir no voto faz parte da democracia. Mas tentará, com base no mesmo argumento, culpar qualquer um que se coloque em seu caminho e que não o tenha apoiado no último pleito municipal.
2 – O próprio PT deu vida a atual gestão.
Ao escolher não fazer nada ou simplesmente baldear a coisa toda em todas as vezes que teve a oportunidade de colocar um ponto final na gestão João Hudson, o PT deu vida a ela. Agarrou-se à estratégia de deixar o oponente se desgastar. Já ensinava Napoleão Bonaparte que é idiota o general que interfere quando seu oponente está se matando sozinho. E o PT não é idiota. Vai tentar jogar todo o desgaste da gestão para cima dos oponentes, ainda que eles não tenham tido nenhum envolvimento com as decisões tomadas pela administração.
3 – Mesmas caras de sempre.
O PT não se renova, nem nas caras e, ao que parece, nem nos métodos. Continuam as mesmas pessoas de sempre – com os mesmos discursos e estilos -, orbitando o principal nome da sigla em Quixadá. O problema é que o município não é mais o mesmo. Há uma camada enorme de pessoas novas aqui. Uma geração que cresceu. Gente que olha as questões de maneira mais crítica. Gente mais exigente, que não se contentará com pacotes de políticas básicas. O PT parece não enxergar isto, o que certamente é um desafio para a sigla. A novidade positiva dentro do partido é a possibilidade de Rachel Marques ser o nome na disputa.
Questões à parte
À parte de outras possíveis variáveis, o certo mesmo é que não apenas o PT, mas toda a classe política enfrenta uma crise sem precedentes de credibilidade. O cenário exige de todos os participantes do processo pés no chão, propostas factíveis e plenamente exequíveis, argumentos capazes de responder quando, como e de onde virão os recursos para execução do que for apresentado em campanha e, claro, capacidade de inspirar o mínimo possível de confiança.
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A única coisa que o PT quer é poder a população que se dane
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-FALOU TUDO E MAIS ALGUMA COISA GOLDEMBERG. O PT DOS TRABALHADORES QUE NAO TRABALHAM, ESTA PROVANDO DO SEU PROPRIO VENENO, SO QUE, A VITIMA DESTE VENENO, E, O PAGADOR DE IMPOSTOS, EXAURIDO COM ESTA BRUTAL CARGA TRIBUTARIA, SEM O DEVIDO E JUSTO RETORNO EM BENEFICIO AO OTARIO CONTRIBUINTE !! TENHO DITO, ESPERTEZA QUANDO E DEMAIS, COME O PROPRIO DONO !!