
Quixadá durante a noite. Visão a partir da Pedra do Cruzeiro, no Centro da cidade. (Foto: Claudney Neves)
A sensação de insegurança em Quixadá assemelha-se a uma névoa negra que paira sobre todas as ruas da cidade, penetrando estabelecimentos comerciais, prédios públicos e até as residências, refúgio sagrado dos cidadãos. Ninguém se sente mais totalmente tranquilo e em paz, mesmo que não tenha nenhum inimigo.
O medo de ser alvo da ação de bandidos, de ter os bens tomados pela força da mira de uma arma ou até mesmo de acabar ferido ou morto, parece ser uma constante no dia a dia de quem mora nesta belíssima cidade universitária.
Quixadá é polo regional, referência no comércio de produtos e serviços, terra de gente empreendedora que, com a força das suas ideias, tem feito o município crescer e se desenvolver apesar das dificuldades. Aqui moram profissionais esforçados, gente séria, disposta a contribuir para o bem da terra na qual nasceu ou escolheu morar. Mas a insegurança – cujo combate é dever do Estado – infelizmente caminha a passos mais largos e aparenta estar sempre à frente, num ritmo crescente, realmente amedrontador.
No último domingo, dia 27, um psiquiatra teve sua residência, localizada no Bairro Jardim dos Monólitos, invadida por bandidos. Eles roubaram alguns objetos. Apenas a esposa do profissional estava dentro da casa. Felizmente, nenhuma tragédia aconteceu. Mas poderia ter acontecido, pois quem invade a casa dos outros certamente deve estar disposto a enfrentar a morte, assim como deve estar disposto a matar.
A residência é o espaço de maior intimidade do cidadão, um local constitucionalmente protegido, cuja invasão só se dá mediante autorização judicial e somente durante o dia. Ocorrências do tipo, porém, são mais comuns em Quixadá do que se pensa. De vez em quando os relatórios da PM à imprensa trazem informações sobre casas e estabelecimentos comerciais invadidos.
A ousadia de quem invade um lar não altera a natureza das coisas, mas certamente é um alerta para o estado de imensa fragilidade diante da criminalidade, estado ao qual os cidadãos estão entregues.
Ontem, segunda-feira, dia 28, um cidadão estava sentado na calçada da casa de sua namorada, na rua Eliseu Lelis de Sousa, no Bairro Herval, quando três indivíduos que passavam em frente sugeriram estar armados e, na base de ameaças, tomaram a motocicleta do rapaz. A PM foi acionada, mas ninguém foi preso e a moto não foi recuperada. Ou seja: numa cidade como Quixadá, namoro de calçada já não é mais um bom negócio. Triste realidade.
Apesar dos esforços das forças de segurança, as indecisões e a falta de atitudes políticas apropriadas são um obstáculo ao êxito da luta contra o crime. O medo continua imperando, a sensação de insegurança – esta névoa maldita -, nos asfixia. Estamos, de certa forma, jogados em território de lobos, lançados à própria sorte mais do que podemos imaginar. Quem puder miniminizar os riscos evitando más companhias e situações de perigo, faz bem.
No horizonte de um ano eleitoral há muitas promessas, muitos sorrisos e tapinhas nas costas. Mas isso não nos serve de nada. Já seria de alguma ajuda se os políticos encontrassem um modo de nos responder pelo menos o seguinte: qual será a próxima casa a ser invadida por bandidos em Quixadá?
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– te respondo caro colunista; a residencia e ponto comercial de conhecido fabricante de portas e janelas desta cidade !!, o compadre ARISTIDES. Teve sua privacidade e tranquilidade agredidas, da forma mais torpe e violenta possivel, dele, da esposa e seus colaboradores. coronhada de revolver na cabeça, catucada de cano do mesmo por todo o corpo, ameaças de toda sorte, surrupiado em seu capital, bens, joias, o restante desta açao o senhor colunista sabe como procedem os rapazes. . . . !!