Justiça impõe fiança de R$ 125 mil para que presidente da Câmara de Quixadá deixe a cadeia

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Abandonado por correligionários e pelo prefeito Ilário Marques (PT), o presidente da Câmara Municipal de Quixadá, Ivan Construções teve prisão preventiva revogada, favorecido por pertencer ao grupo de pessoas de risco gerado pela pandemia da COVID-19. A decisão foi expedida pelo juiz da 3ª Vara da Justiça da Comarca, na última quinta-feira (26).

Preso há quase um ano a pedido do Ministério Público do Estado que o acusa de comandar esquema de fraudes em licitações tanto na câmara como na prefeitura do município, Ivan Construções, mesmo estando no grupo de pessoas que podem ter complicações se for infectado pela doença causada pelo coronavírus, precisou pagar fiança para sair da prisão. Vai custar caro a liberdade, tanto para ele quanto para o empresário Ricardo de Sousa Araújo por usar suas empresas no esquema, de acordo com o que diz o órgão ministerial.

O presidente da Câmara de Quixadá só terá o alvará de soltura, em mãos, se pagar 120 salários mínimos. “O réu em questão é vereador e presidente da Câmara Municipal de Quixadá, de boas condições financeiras, portanto, Diante desse quadro, fixo a fiança no valor de 120 (cento e vinte) salários mínimos, totalizando a importância de R$ 125.400,00 (cento e vinte cinco mil e quatrocentos reais)”, determinou o juiz Adriano Ribeiro Furtado

Em relação ao empresário, o titular da 3a Vara da Comarca de Quixadá, decidiu que “Outrossim, referido acusado trabalha no ramo da construção civil, não estando, por óbvio, em situação de miserabilidade. Assim, ante esse contexto, estipulo a fiança em 40 (quarenta) salários mínimos, totalizando o valor de R$ 41.800,00 (quarenta e um mil e oitocentos reais)”.

Após quatro dias da expedição da decisão, tanto Ivan Construções como Ricardo Araújo ainda não foram vistos em Quixadá.

Relembre o caso

Em abril de 2019, a operação “Casa de Palha” foi deflagrada pelo Ministério Público, para investigar a existência de corrupção na Prefeitura e na Câmara Municipal de Quixadá. A operação apontou para a existência de crimes de fraude em licitações, peculatos e outro ilícitos ligados à realização de obras de engenharia no município de Quixadá.

Durante a operação foram presas sete pessoas, dentre elas o presidente da Câmara, Ivan Construções (PT), que foi preso preventivamente e afastado das funções. Também foi decretada a prisão do genro de Ilário Marques (PT) e, naquela data, era diretor executivo do Consórcio de Saúde de Quixadá.




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