O juiz de direito da 3ª vara desta comarca, Dr. Adriano Ribeiro Furtado Barbosa, revogou na última quinta-feira (26) as prisões preventivas do presidente da câmara de Quixadá, Ivan Construções (PT), e do empresário Ricardo de Sousa Araújo. Os quixadaenses foram pegos de surpresa no final da manhã desta segunda-feira (30) com essa informação. O parlamentar estava preso há quase um ano, acusado pelo Ministério Público do Estado de comandar um esquema de fraude em licitações, tanto no Legislativo como no Executivo Local. Os réus foram soltos, mas irão cumprir uma série de medidas cautelares impostas pelo magistrado.
Na decisão, ressaltou-se que foram oferecidas sete denúncias criminais contra Ivan e três denúncias criminais contra Ricardo, pelo cometimento, em tese, de dezenas de crimes, sendo a maioria peculato e lavagem de capitais, condutas aptas a abalar a ordem pública, segundo o magistrado.
No entanto, diante do atual cenário de pandemia e do tempo de prisão dos réus, o magistrado considerou que a situação calamitosa enfrentada pelo país em virtude da moléstia contagiosa COVID-19 tem gerado incertezas sobre o futuro do quadro sanitário brasileiro e do próprio funcionamento regular do Poder Judiciário.
Braço direito do prefeito, Ilário Marques (PT), Ivan Construções por diversas vezes tentou se livrar da prisão, mas todos os pedidos foram negados pelos órgãos de justiça no município, estado e nas instâncias superiores. Mas, o presidente da Câmara conseguiu a revogação da prisão por ser pessoa pertencente ao grupo de risco da COVID-19, alegação de sua defesa. Ele é diabético e acima de 60 anos, com isso a justiça acatou o pedido dos advogados do petista.
A soltura do parlamentar foi comemorada por aliados de Ilário Marques, que, durante o período em que Ivan Construções estava na cadeia nunca se pronunciou oficialmente sobre o assunto e tampouco prestou solidariedade ao correligionário.
A operação “Casa de Palha” investiga um gravíssimo esquema de desvio de dinheiro publico na prefeitura e na câmara de Quixadá, razão pela qual o Ministério Público, em dos processos vinculados a esta operação, já emitiu um parecer onde exibiu um desenho em forma de mapa para demonstrar em detalhes como o dinheiro chegava aos chefes desse esquema.
Segue abaixo o mapa da propina:



