Em abril de 2019, o presidente da Câmara Municipal de Quixadá, Ivan Construções (PT), foi preso em uma das maiores operações do Ceará visando o combate à corrupção na Câmara e na Prefeitura. Naquela ocasião, além de Ivan outras sete pessoas entre elas o genro do prefeito Ilário Marques (PT) foram parar atrás das grades. A corrupção na Terra dos Monólitos começou a ser revelada durante a operação “Fiel da Balança”, que levou ao afastamento do alcaide, que de acordo com o Ministério Público comandava um esquema de propina oriundo dos serviços de coleta de lixo no município.
No último dia 26 de março, a justiça, tendo em vista a pandemia do coronavírus, decidiu que Ivan Construções poderia sair da cadeia. Entretanto, a liberdade só está garantida mediante pagamento da fiança de mais de R$ 125 mil, além disso, ele deverá cumprir várias restrições impostas pelo juiz titular da 3ª Vara da comarca de Quixadá, entre elas a utilização de tornozeleira eletrônica e a proibição de entrar nos prédios públicos do município.
O Partido dos Trabalhadores sempre defendeu seus correligionários que foram presos por corrupção. Esta atitude foi comprovada no empenho da legenda em garantir a soltura, por exemplo, de José Dirceu e José Genoíno (dois importantes membros da agremiação). O PT ajudou os políticos na realização de vaquinhas virtuais para arredação de dinheiro com o objetivo de pagar multas impostas pela justiça e assim pudessem ter suas liberdades garantidas.
Em Quixadá, os aliados do prefeito Ilário Marques e Ivan Construções querem seguir o exemplo do PT nacional e pretendem organizar uma vaquinha para adquirir o dinheiro para quitar a fiança do presidente da Câmara. De acordo com informações, a mobilização será entre os correligionários que fazem parte da gestão, entre eles secretários, cargos comissionados e prestadores de serviços, que deverão “doar” uma parte de seus salários ao movimento em “solidariedade” ao parlamentar.


