Quixadá: Os ambulantes, os borracheiros, os médicos, os servidores e o prefeito na perseguição sem fim

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Vamos dizer que o rapaz “estava errado”, pois estava vendendo relógios, digamos, não originais. Acredito que não temos como afirmar isso, mas vamos supor.

Mas e o verdureiro, vendia cebola que não nos faria chorar? Já imaginou, verdura falsificada? Há perseguição ou é apenas a prefeitura fazendo seu trabalho? Há emprego abundante, há fomento do poder público, há fábricas e mais postos de trabalho ou estamos numa cidade entregue às baratas?

Vimos pessoas humildes, senhores, senhoras, adolescentes, que por precariedade da vida estão se utilizando do espaço público para fazer “seu dia”. Mal fazem a quem? Estão quebrando o comércio local?

Quem e quantas histórias vimos de pessoas que saem “do nada”, vendendo de porta em porta, podando árvore, vendendo leite, entregando jornal, fazendo entregas e que mal fazem?

O mal que fazem é que não podem ser controladas; tem vida própria, fazem o que querem e votam em quem querem; são independentes.

E os servidores? Fazem por querer ou são empurrados contra o povo? Alguém os escuta? O sindicato “fechou” nesses 4 anos? Por onde anda essa gente? O servidor vive com medo, amedrontado diariamente pelos “comissionados”, por vezes, desqualificados. Muitos que ocupam cargos de chefia nunca viram uma prova de concurso, ouviram dizer, ouviram falar, não sabem como age e deve agir um empregado público.

Esses são os que governam nossa cidade com mão de ferro. Trucidam qualquer tentativa de humanizar a administração, fazem o que querem, se locupletam dos servidores que muitas vezes não tem esperança de dias melhores.

A atual administração teme gente independente. O servidor, nessa administração, é serviçal. Escravo da vida que escolheu ter, pois quis um dia ter a audácia de estudar e passar num concurso. E ai de quem estrebuchar, é pior.

Do pequeno ao grande, todos temem o grande governante, que de grande tem apenas o poder que acha ter. Porém, todo mal um dia se vai… todo mal um dia volta. Vamos usar o tempo e que ele sirva para pensarmos melhor o que queremos de melhor para cidade.


Por: Herley Nunes
Email: monolitosquixada@gmail.com




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