Neuronavegação aumenta precisão e segurança de procedimentos complexos no Hospital Regional do Sertão Central

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Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Quixeramobim, realizou a primeira cirurgia por neuronavegação. O aparelho utilizado no procedimento é considerado ultramoderno e permite acessar áreas mais profundas e sensíveis do cérebro, ao mesmo tempo em que oferece maior segurança ao paciente.

A cirurgia foi realizada no início de março em uma paciente de 22 anos para a retirada de um tumor, na parte central do cérebro, e que estava causando hidrocefalia. O volume do tumor estava impedindo a circulação de líquor, uma espécie de fluido que irriga os ventrículos e a medula espinhal, áreas responsáveis por funções importantes do sistema nervoso central. A cirurgia ocorreu sem intercorrências e a paciente já recebeu alta.

Maurício Bezerra Sales, neurocirurgião do HRSC que participou do procedimento, explica que é como se o neuronavegador fosse uma espécie de GPS. “O aparelho faz o georreferenciamento de onde está a lesão que precisa passar pela intervenção, garantindo que o cirurgião tenha localizado de forma segura e eficaz a parte que ele precisa intervir”, diz.

O ganho que se tem com essa tecnologia é o aumento nos índices de segurança do paciente, como explica o médico Tiago Holanda, que também participou do procedimento. “Ele dá mais precisão e, por isso, aumenta a segurança da cirurgia. A equipe consegue ter mais exatidão ao tirar um tumor, preservando áreas do cérebro responsáveis por funções importantes e diminui os riscos de sequelas.”

Tiago Holanda lembra que a tecnologia com o neuronavegador tem a possibilidade de ser incorporada a outros procedimentos. “Vamos poder usar em cirurgias como de coluna, oncológica, vascular… Ele tem várias funções e o foco é sempre na segurança do paciente.”

“A gente vai conseguir operar os pacientes com ainda mais qualidade, conferindo ainda mais segurança, permitindo que a gente opere aqui no sertão do Ceará, casos muito mais complexos, ampliando a regionalização da saúde e diminuindo, cada vez mais, a necessidade de transferir um paciente para fazer o procedimento na Ccapital, finaliza o diretor-geral do HRSC, Cristiano Rabelo.




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