Hospital Regional do Sertão Central é destaque em avaliação sobre qualidade assistencial aos pacientes

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Unidade de Cuidados Especiais (UCE) do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Quixeramobim, não registrou nenhuma reclamação de usuários a respeito dos seus serviços assistenciais durante o ano de 2025. O resultado foi obtido por meio da Pesquisa de Satisfação do Paciente, índice medido mensalmente pelo HRSC, por meio do Serviço Social da unidade.

O dado consolida a UCE como espaço de qualidade e excelência no cuidado com foco na humanização. A pesquisa é feita com usuários no momento da alta, quando eles passam por um questionário em que podem dar opinião sobre os serviços. “O objetivo é ouvir o cidadão para saber se ele foi atendido de forma adequada e com qualidade”, explica a coordenadora do Serviço Social do HRSC, Tinciane Medeiros.

Com os resultados consolidados, detalha Tinciane, a direção da unidade tem a oportunidade de alinhar estratégias de melhorias na gestão do cuidado. “A gente aplica a pesquisa para obter um indicador de qualidade e é a partir dela que vamos conseguir traçar oportunidades de melhoria”, completa.

O resultado da pesquisa reforça o título do HRSC conquistado no início deste ano, como o único hospital público do país a ser reconhecido com o nível Excelente pela Agencia de Calidad Sanitária de Andalucía (Acsa), com sede na Espanha. É o mais alto nível conferido a uma unidade de saúde pela instituição espanhola, especializada na acreditação dos melhores serviços de saúde dos países da Europa.

Experiência que dá resultado

Quem vive à espera de dias por uma melhora no quadro de saúde e precisa passar pela UCE sabe o quanto um atendimento com mais empatia e carinho faz a diferença. Everane Moraes Bernardo, 36 anos, está há quase dois meses no HRSC, acompanhando o esposo que, no final de março, foi transferido para a ala de cuidados especiais. “Aqui a gente é assistido de uma forma bem única. Toda hora tem um médico, tem medicamento, tem enfermeiro, tem os técnicos, tem até psicólogo. Eu não tenho do que reclamar, não”, afirma.

A agricultora Roselândia Pereira da Silva, 55, também testemunhou essa experiência de excelência quando o marido, Lourival da Silva, 63, esteve internado. Lourival sempre se dedicou à agricultura e, quando esteve internado, sentiu saudades da lida no roçado. “Ele tinha muita vontade de voltar a trabalhar de novo”, conta a esposa. Pedido feito e atendido: a equipe providenciou um balde com terra e uma semente de rosa do deserto para Lourival plantar. “Pra você ver como aí o atendimento é bom, que até isso eles fizeram para deixá-lo feliz. Até hoje ele ainda fala, ficou na memória dele”, diz Roselândia.

Cynara Nobre, enfermeira da UCE, reforça o resultado da pesquisa de satisfação como um marco para o serviço assistencial da equipe. “Quando falo da UCE, que tem um paciente de longa permanência, há dias ou meses internado, e não ter deste setor nenhuma reclamação, isso é algo histórico e que retrata muito bem a qualidade da assistência que conseguimos dar a esse paciente”, reflete a profissional.

 




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