Realizado na UFC, Quixadá recebe maior o evento de Interação Humano-Computador no Brasil

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Pela primeira vez realizado no sertão nordestino, o XXV Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC 2026) abriu oficialmente suas atividades na noite de terça-feira (20), no Campus de Quixadá da Universidade Federal do Ceará (UFC). Principal fórum científico da área de Interação Humano-Computador no Brasil, o evento, que segue até sexta-feira (23), reúne anualmente, em uma vasta programação, cientistas, docentes, estudantes e profissionais da área.

O IHC é um importante fórum de debate crítico de ideias inovadoras e soluções computacionais práticas para problemas cotidianos. Ele também fomenta discussões sobre a responsabilidade ética daqueles que estão envolvidos na área.

Na cerimônia de abertura, a vice-reitora da UFC, Diana Azevedo, destacou que a realização do evento em Quixadá expressa a “maturidade de um campus que se aproxima dos seus 20 anos” e que se prepara para um novo ciclo de expansão, com os novos cursos de graduação em Inteligência Artificial e Cibersegurança.

“A trajetória desse campus demonstra que a interiorização da universidade pública não significa apenas levar o ensino superior para fora das capitais. Significa criar condições para que novos territórios se tornem produtores de conhecimento, inovação e desenvolvimento. E Quixadá é um exemplo expressivo dessa possibilidade”, destacou a vice-reitora.

Diana Azevedo reforçou a importância do debate sobre a interação humano-computador em um mundo transformado pela inteligência artificial e pelas plataformas digitais. “Nós precisamos discutir não apenas o que a tecnologia é capaz de fazer, mas para quem ela é desenvolvida e quais consequências produz na vida das pessoas. Não basta que o sistema computacional funcione, ele precisa considerar as diferenças humanas e promover acessibilidade, respeitar direitos e contribuir para uma sociedade mais inclusiva”, defendeu.

A diretora do Campus de Quixadá, Andréia Libório, afirmou que a edição do IHC no Sertão Central cearense “assume um caráter transformador e inclusivo ao romper com os eixos tradicionais de eventos científicos”, descentralizando o conhecimento especializado.

“Isso permite uma integração profunda entre a excelência acadêmica e a identidade regional. Os participantes serão imersos na riqueza da cultura sertaneja por meio de uma programação cultural selecionada, reafirmando o compromisso desta comunidade com a diversidade, a valorização do patrimônio local e a construção de uma computação mais humana e conectada às diferentes realidades brasileiras”, ressaltou.

A cerimônia de abertura contou ainda com falas do coordenador de programa do IHC, Emanuel Duarte; do presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Raimundo Costa; do prefeito de Quixadá, Ricardo Silveira; e da coordenadora da Comissão Especial de IHC da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Kamila Rios.

Recém-egresso do curso de Sistemas de Informação no Campus de Quixadá, Guilherme Moretti apresentou um pôster no evento proveniente de seu trabalho de conclusão de curso (TCC), com o objetivo de receber comentários especializados para a elaboração de um artigo científico para revista internacional. O trabalho se propõe a apresentar diferentes formas de se analisar o feedback de usuários sobre produtos em ambientes virtuais, como lojas online.

“Eu me formei há dois meses, então tem uma junção de perspectiva profissional e carreira acadêmica, daí é legal estar envolvido nesse ambiente. E também tem a parte de voltar para Quixadá, já que sou de Salvador, e em um evento nacional tão importante. Está sendo um orgulho muito grande poder participar desse momento e receber contribuições de pessoas do Brasil e do mundo para que eu possa levar meu trabalho adiante”, celebra.




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