Uma reportagem da revista Isto É mostra que Fortaleza é a cidade mais violenta do Brasil. De acordo com a publicação, em janeiro, o Ceará que concentra algumas das mais requisitadas atrações turísticas do Nordeste registrou uma média diária de 15 mortes por dia, Os dados são da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Outro levantamento aponta que a capital, Fortaleza, é disparada a mais violenta do País, com 78,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes, segundo o mais recente Atlas da Violência divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao Ministério do Planejamento. Os números revelam que o crime organizado atua de forma maciça, invadindo fóruns, assaltando bancos e carros-fortes, fechando o comércio, determinando toques de recolher e fazendo vítimas indefesas em uma população que começa a viver sob tensão permanente.
A epidemia de violência urbana e prisional vem se alastrando desde a última década no Ceará. Em 2017, o estado registrou 5134 homicídios, contra 3408 no ano anterior – um aumento de 50%. A julgar pelo sangrento janeiro de 2018, as estatísticas de criminalidade serão novamente superadas: o mês teve 30% mais assassinatos que no mesmo período do ano passado. “Os investimentos do governo não têm surtido os efeitos desejados e faltam medidas mais pungentes de segurança pública”, afirma o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Marcelo Mota, “Não é só a questão de uma chacina na periferia ou em um presídio superlotado, mas a perda de controle sobre a situação. Os bandidos estão vencendo”.
Na semana passada, o governo cearense entrou em um jogo de empurra-empurra para dividir sua responsabilidade pela ocorrência das matanças indiscriminadas. Ao tratar do massacre de Cajazeiras, o governador Camilo Santana (PT) declarou que o governo federal é o responsável direto pelo combate às ações do crime organizado e que o estado sofre as consequências da falta de controle sobre o tráfico de armas e de drogas nas fronteiras do País.
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