INACREDITÁVEL: Prefeito de Quixadá concede apenas 4,84% de reajuste aos professores, parcela o restante e sindicato comemora

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Professores da rede municipal de ensino de Quixadá foram pegos de surpresa na data de hoje (20) com a notícia bizarra de que o prefeito Ilário Marques (PT) teria determinado apenas 4,84% de reajuste aos professores, e apenas a partir do mês de março, com a promessa de que parcelaria o restante em 4% para o mês de setembro e mais 4% somente no encerramento do ano, em dezembro, tudo isso, pasmem, com a anuência e a comemoração do sindicato dos servidores públicos (SINDSEP).

No entanto, o presidente da República, Jair Bolsonaro, por meio do Ministério da Educação, determinou que todos os municípios deveriam reajustar os vencimentos dos professores em janeiro de 2020 ao anunciar o percentual mínimo de 12,84% para o magistério. Ciente dessa obrigação, praticamente todos os municípios cearenses já cumpriram o dever e concederam o aumento previsto. Alguns prefeitos, como um ato de reconhecimento ao trabalho do professor, chegaram a conceder mais do que o esperado, como foi o caso do vizinho município de Ibaretama que reajustou o salário em 16,58%, sem fazer qualquer parcelamento.

Em vista disso, não há dúvidas de que o aumento de 4,84% para março representa um retrocesso na educação deste município e promove um clima de decepção e frustração nos servidores que esperavam respeito e seriedade com relação ao direito de reajuste previsto em 12,84%. E há razões de sobra para a insatisfação da classe, pois em 2018 o Governo federal fixou o reajuste do magistério em 6,81%, ocasião em que o petista concedeu apenas 3% em maio na promessa de que no segundo semestre de 2018 pagaria mais 3,81%, porém os professores quixadaenses foram enganados porque até hoje não receberam o percentual restante, motivo pelo qual temem mais um calote com a verba da educação.

Vale lembrar que nos últimos oito anos anteriores a atual gestão, nenhum prefeito deixou de pagar o aumento salarial dos professores conforme o percentual estabelecido pelo MEC bem como nunca houve o parcelamento do reajuste. Um professor que optou por não se identificar com medo de perseguição e represália, disse ao Monólitos Post que essa proposta do prefeito era totalmente absurda porque os recursos são repassados aos municípios para pagar o reajuste do professor em janeiro e sem parcelamento. “Somente um militante do PT poderia comemorar uma negociação ridícula dessas que inclusive já deu errado em 2018, agora pergunta se o prefeito parcelou o pagamento das bandas do carnaval?”, concluiu o professor.

Na verdade, enquanto falta “misteriosamente” dinheiro para pagar o reajuste do magistério, sobra verba pública para fazer festas caríssimas e luxuosas, considerando que a gestão ainda deve o reajuste atrasado referente a 2018 e que na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei determina e não o que o prefeito tem vontade.




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