Daqui a dois meses começará mais uma campanha eleitoral. Os quixadaenses irão às urnas para escolher quem ficará à frente do poder executivo municipal pelos próximos quatro anos. Será, como sempre é, uma decisão importante.
Pensando em apossar-se do poder, há quem aposte no pessimismo, pregando-o com base na inegável falta de êxito administrativo da gestão atual e culpando o próprio povo pelo exercício da democracia em 2012, como se o povo fosse cúmplice das más decisões gerenciais do atual prefeito. Não, o povo não teve culpa nenhuma. É como se os pregadores do pessimismo dissessem: “Vocês devem nos seguir, porque vocês não são capazes de acertar.”
Há, de fato, quem queira a todo custo matar a esperança dos eleitores e fazê-los se sentir dependentes de velhos nomes, de artimanhas antigas e das conversas fáceis, regadas com promessas mais fáceis ainda. Acham, evidentemente, que a cidade inteira e seus distritos são incapazes de produzir, através de escolhas livres e conscientes, dias melhores.
Ao que parece, no entanto, a estratégia de pregar o pessimismo baseando-se numa gestão ruim não tem funcionado. As pessoas estão cada vez mais esperançosas quanto ao futuro, mas não porque queiram apostar em símbolos de desonestidade e ardilosidade política. A grande maioria, apesar de tudo, crê na força da democracia e não deseja ser manobrada para salvar carreiristas e espertalhões à beira do abismo. Realmente, o resultado desta eleição poderá enterrar definitivamente a carreira de políticos turistas, que aqui só aparecem de quatro em quatro anos.
Mas a esperança que se fortalece e que pode ser sentida nas conversas do dia-a-dia, apesar das ações dos pregadores do pessimismo, vem principalmente do cenário que se desenha. Haverá, ao que parece, projetos sérios em pauta. Haverá, ao que parece, planos de futuro para o município. Haverá, ao que parece, gente qualificada e disposta ao trabalho com honestidade. Haverá, ao que parece, líderes descentralizadores e dispostos ao diálogo. Restará ao eleitor, no período apropriado, escolher com liberdade.
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