A situação de profissionais da saúde, em Quixadá, neste período de pandemia da COVID-19, o novo coronavírus, é crítica. Além dos médicos prestadores de serviços não receberem os salários em dia e dos concursados que não recebem insalubridade, sem ter a quem recorrer, uma técnica em enfermagem, que preferiu manter a identidade preservada por medo de perseguição da gestão municipal, entrou em contato com a redação do Monólitos Post pedindo ajuda, pois viaja diariamente com pacientes até Fortaleza, mas está com as diárias atrasadas, o que pode significar um dia de fome.
De acordo com a técnica em enfermagem, quem tem dinheiro consegue se alimentar, quem não tem não há o que fazer, como no caso dos motoristas, que estão na mesma situação. O dinheiro das diárias, que deveria ser repassado pela Prefeitura de Quixadá está chegando ao sexto mês de atraso. “Nós, técnicos de enfermagem, e os motoristas não estamos aguentando mais, está entrando para o sexto mês de diárias atrasadas. Quem não tem parente em Fortaleza, pena. Não tem mais dinheiro, está tirando do bolso, vai entrar no sexto mês, não tem como tirar dinheiro do bolso para se alimentar em Fortaleza”.
A técnica em enfermagem lembrou que eles foram abandonados em um momento em que os profissionais de saúde deveriam ser mais ainda valorizados. Para ela, a situação é de profunda tristeza. “A situação está triste, nós estamos abandonados nesta pandemia. Eu que tenho uma pessoa em Fortaleza, vou almoçar, mas as vezes o motorista fica até com vergonha de ir comigo porque não tem parente em Fortaleza. Então, a situação está difícil. Nós não temos mais condição de aguentar. Nós somos do Eudasio Barroso, viajamos todo o dia e sem dinheiro no bolso. As minhas colegas estão passando pela mesma coisa e os motoristas também. Gostaria que alguém fizesse alguma coisa, porque nós estamos vendo que a secretária e o prefeito não estão ligando muito não”, enfatizou.
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