Após repercussão de reportagem, quixadaenses ficam indignados com a situação da fila de espera na agência da Caixa Econômica

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Uma reportagem da TV Monólitos mostrou que os quixadaenses formavam filas que dobravam quarteirão na noite dessa quarta-feira (29) para tentar receber o auxílio emergencial do Governo Federal na manhã desta quinta-feira.

A busca pela ajuda governamental tem feito a população de Quixadá perder o medo do coronavírus. Muitas pessoas passam a madrugada no relento, sem nenhum tipo de proteção, passando frio, fome, sede e sem ter como usar um banheiro. Sem ajuda e orientação da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura de Quixadá, muitos esquecem as recomendações do órgãos de Saúde, desrespeitando a distância de pelo menos um metro um do outro e o uso de máscaras.

A reportagem repercutiu e muitas pessoas criticaram a falta de apoio às pessoas que passam horas na fila em busca da ajuda que tem como objetivo amenizar o sofrimento de trabalhadores informais, que durante o isolamento social imposto pela pandemia da COVID-19, não têm de onde conseguir levar sustento para família.

Uma arquiteta de Quixadá, Jéssica Nayanne, usou suas redes sociais para falar sobre o assunto. Ela lembrou que as pessoas passam horas na fila porque precisam. Mas, ela não poupou críticas aos órgãos que poderiam estar orientando quem espera pela ajuda. “… acho que as pessoas não estão entendendo o tamanho do caos que se instaurou em nossa cidade. Muita gente comentando que as pessoas da fila não têm, pois estão lá porque precisam. E sim… Isso é verdade! Mas nada justifica a omissão dos órgãos que deveriam estar organizando o processo de distribuição do dinheiro. Isso é um absurdo, até quando vamos nos omitir e fechar os olhos?”, perguntou.

Ainda em sua postagem, ela reforçou a necessidade dos trabalhadores informais. “A FOME NÃO ESPERA! O grande problema é o sistema do governo que não disponibiliza um aplicativo capaz de solucionar o problema dos usuários sem tanta burocracia. E o mais grave que é falta de ordem pública que deveria estar sendo controlada pelos órgãos da prefeitura de Quixadá”, disse.

A arquiteta comentou ainda sobre ações que deveriam ser adotadas pelo Executivo local e pelo Governo Federal. “Existem muitas ações que podem ser feitas, basta ATITUDE de estar a frente da situação dando suporte às pessoas que precisam estar na fila. que tipo de suporte? CONTROLE E ORGANIZAÇÃO! Seja distribuindo senhas, seja fiscalizando quem está vendendo lugar na fila, seja entregando máscaras e mantendo a rua limpa, seja dando suporte às pessoas leigas que não entendem e estão na fila sem necessidade, seja proibindo a entrada de crianças e pessoas sem máscaras! Organizando a entrada por uma lado da rua e saída por outro lado com isolamento. Mantendo patrulhamento da policia militar e da guarda civil para conter confusões e até assaltos. Colocando banheiro químicos para que as pessoas possam ter o mínimo de dignidade durante o período que ficam expostas na rua…”, aconselhou.

Assista a reportagem da TV Monólitos.




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