Hospital Regional do Sertão Central desenvolve projeto para atender pacientes com deficiência auditiva

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Para tornar a comunicação com a comunidade surda eficaz, os colaboradores do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), localizado em Quixeramobim, criaram o Grupo de Estudos em Língua Brasileira de Sinais (GEL-HRSC). O objetivo é praticar a linguagem de sinais usando situações que ocorrem no ambiente hospitalar como exemplo.

Vanieli Ferreira, coordenadora administrativa da unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) gerida pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), explica que a ideia do grupo surgiu da necessidade de colocar em prática todo o aprendizado adquirido no curso de libras, realizado em 2019, em uma parceria com a prefeitura do município.

“Percebemos que, no decorrer do tempo, fomos perdendo a prática, principalmente depois que veio a pandemia [de Covid-19]. Não podíamos mais nos reunir e sentimos a necessidade de dar início a esse projeto para que possamos nos aperfeiçoar e atender, de forma eficaz, o paciente surdo, quando tivermos ele aqui na unidade”, diz Ferreira.

Os encontros do GEL-HRSC ocorrem a cada quinze dias e contam com a ajuda de um funcionário do hospital. O técnico de enfermagem Wandevan Rons Alves Gustavo, intérprete de Libras com certificado de proficiência pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), auxilia os colaboradores na prática dos diálogos.

“Eu vejo o grupo como uma porta que se abre para a acessibilidade. A gente fala muito sobre acessibilidade, mas na prática não tem. Por exemplo, nesse caso específico, vem um surdo e nós, muitas vezes, ficamos dependentes de um parente ou de um amigo do surdo para que ele tenha acesso ao serviço de saúde. Então, esse grupo de estudos abre uma porta para gente ter de fato a acessibilidade como ela deve ser”, afirma.

A comunidade surda também ajuda o grupo no ensino da prática da língua. A estudante de Pedagogia e instrutora de Libras Lúcia de Fátima participou no último encontro. Ela abordou os termos médicos mais utilizados, como sintomas, exames e especialidades médicas. Para ela, é fundamental a iniciativa do hospital em ter colaboradores que auxiliem na comunicação entre pacientes e profissionais de saúde.




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