Em adesão ao movimento nacional “Breke Nacional”, os motociclistas de aplicativo em Quixadá realizam uma grande mobilização nesta sexta-feira (31). A concentração da categoria está agendada para começar a partir das 7h, no Ginásio Rinaldo Roger de Lima. O protesto, que se estende ao longo do fim de semana, reúne motoboys, entregadores e motoristas em busca de dignidade, valorização e justiça contra as políticas das plataformas de transporte e entrega.
A indignação da categoria em Quixadá não é voltada apenas às empresas, mas também a atitudes de alguns próprios colegas de categoria. Os profissionais denunciam que muitos condutores têm aceitado corridas por meio da ferramenta de negociação dos aplicativos. Essa função deixa a tarifa aberta para que o passageiro proponha um valor bem abaixo do padrão, resultando em viagens que chegam a custar menos de R$ 3,00 na cidade.
Essa prática de leilão para baixo gera revolta entre os trabalhadores comprometidos com a profissão. Para quem depende do aplicativo como fonte de renda séria, aceitar esses valores desvaloriza o trabalho de toda a categoria e decepciona aqueles que lutam por tarifas justa. Os profissionais alegam que tais atitudes acentuam a precarização e inviabilizam o sustento da atividade no município.
A principal reclamação dos motociclistas é que o valor de uma corrida não serve apenas para cobrir o combustível e a condução diária. O trabalho sobre duas rodas exige custos altos e frequentes de manutenção do veículo, que vão desde a troca de peças de desgaste natural até a substituição periódica dos pneus, além de equipamentos de segurança.
Unidos ao movimento nacional contra plataformas como iFood, Uber e 99, os trabalhadores de Quixadá reforçam pautas fundamentais da paralisação. Entre as reivindicações da categoria estão o fim das taxas abusivas, a garantia de um valor mínimo de R$ 1,00 por quilômetro rodado no transporte de passageiros, o fim do sistema “+Entregas” no iFood e a criação de pontos de apoio adequados para os motoboys.


