Pacientes com câncer de mama atendidos no Hospital Regional do Sertão Central têm tratamento especializado perto de casa

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Se é verdade que o tratamento oncológico pode ser resumido como um caminho desafiador, a professora Idelvânia Rosenda Gonçalves, 47, fez de seu percurso um ato de fé e coragem. Ela concluiu o tratamento contra o câncer de mama no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), unidade da Rede Sesa em Quixeramobim, e comemorou o desfecho com um livro em que conta sua vida e o período enquanto foi paciente oncológica.

Ela é professora da rede municipal de ensino de Tauá, um dos 20 da macroregião de saúde onde o HRSC está inserido. A unidade é referência no atendimento para cerca de 630 mil habitantes. Idelvânia conta que sempre gostou de rabiscar textos e já trazia o sonho de contar sua história, mas foi durante o tratamento que ela encontrou o tempo e a coragem.

“Embora a razão fosse difícil, escrever o livro foi gratificante porque nele eu conto a minha história. O que eu queria era deixar uma mensagem para meus familiares e sobrinhos, que eles poderiam ter orgulho de mim. Não aquele orgulho da soberba, mas aquele orgulho pela fé, pela coragem”, afirma Idelvânia, que doou todo o dinheiro com a venda dos exemplares para o custeio das ações de missionárias. “Ter sido tratada no Hospital Regional do Sertão Central foi também uma resposta de oração, foi um alívio na alma”, afirma.

O tratamento durou oito meses e, neste período, ela lembra que teve dias de tensão e dias alegres. A espera pelo resultado da biópsia foi um deles, a primeira sessão de quimioterapia foi outro. Mas foi quando ela tocou o sino da esperança, marcando fim do tratamento quimioterápico, que Idelvânia viu que havia chegado ao fim da jornada. “O último dia de quimioterapia, em abril de 2025, ficou marcado pelo toque do sino. Foi um dia de muita espera, de muito alívio, alegria e emoção, em poder estar ali encerrando aquele processo”.

Regionalização

A regionalização do tratamento oncológico é uma realidade que já mudou a vida de milhares de pacientes que são tratados no HRSC, sem precisar de longas e desgastantes viagens até a capital. De julho de 2024, quando o serviço foi lançado, até setembro deste ano, já foram quase 12 mil sessões de quimioterapia. 4.915 pacientes já foram atendidos ou estão em atendimento, e mais de 4.200 cirurgias oncológicas já foram realizadas.

O diretor-geral do HRSC, Cristiano Rabelo, reflete que a chegada do serviço de oncologia ao Sertão Central não deve ser resumida apenas à abertura de um novo serviço. “Na verdade, ela é a materialização de um compromisso com a saúde da nossa população. O impacto positivo que causamos na vida dos usuários é enorme, além de ser muito gratificante oferecer o melhor cuidado possível aos nossos pacientes aqui, perto de suas casas e suas famílias”, afirma.

Para a professora e agora escritora Idelvânia, foi o acolhimento o que mais se destacou na experiência, da recepção aos demais setores por onde passou. “Ali você não é apenas mais um número. Você é o paciente, com uma rede de profissionais disponível para atender. Sou muito grata, imensamente grata. Para além da ciência, a maior característica que eu consigo enxergar como paciente é o bom trato, é o abraço na alma que a gente recebe, é o acolhimento que recebemos de todas as formas”, finaliza.




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