PM vai fiscalizar licenças médicas; policiais podem ser punidos

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A Polícia Militar vai adotar linha dura na fiscalização dos militares que estão afastados do serviço. O Comando Geral determinou que os policiais que estão em licença médica, sem trabalhar, sejam acompanhados de perto, inclusive com visitas de seus superiores. A decisão foi tomada para evitar que PMs usem licenças de forma irregular, a título de folga, entre outros objetivos.

A determinação foi tomada pelo comandante-geral da PM, coronel Werisleik Matias. O Diário do Nordeste Online teve acesso à decisão, publicada nesta quinta-feira (29).

“O intuito do acompanhamento é dar apoio ao militar e ver as condições em que ele se encontra. Mas, se alguma irregularidade for detectada, o PM será punido”, afirma o chefe da 5ª Seção (Relações Públicas) da PM , major Fernando Albano. As visitas devem ser feitas mensalmente.

Caso recente

No início do mês um soldado foi punido por usar um atestado médico de quatro dias que, posteriormente, não teve sua assinatura reconhecida pelo médico que a teria concedido.

Visitas serão registradas

A decisão prevê que os comandantes ou chefes de unidades em todo o Estado façam visitas aos PMs afastados, ou designem subordinados para esta função.

“Tais visitas devem ser registradas por meio de relatório circunstanciado, no qual devem constar: dados pessoais do militar, descrição da situação de saúde do PM e histórico das concessões das licenças”, segundo afirma a decisão.

Entre os motivos oficiais apontados na decisão estão a necessidade de dar um maior acompanhamento e tratamento ao policial afastado.

“Que não seja só para punir”, pede associação

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados do Ceará (ACS), Flávio Alves Sabino, disse ao Diário do Nordeste Online que é precário o acompanhamento médico e psicológico dos policiais atualmente.

“Que esse acompanhamento não seja realizado apenas para tentar punir ou coibir o policial a voltar mais rápido ao trabalho, mas para ajudar na recuperação do PM”, indicou.

De acordo com Sabino, há casos de suicídio entre policiais militares e um melhor acompanhamento psicológico poderia melhorar a situação.

Fonte: Verdesmares




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