Resorts integrados com cassinos podem impulsionar a economia brasileira em várias áreas

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Chegamos, neste ano, à marca dos 75 anos sem nenhum cassino em operação. A lei que proíbe este tipo de estabelecimento aqui no Brasil entrou em vigor em 1946, quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra disse estar prezando pela “preservação dos bons costumes”, afirmando que o jogo é inerentemente ruim para o ser humano. Quatro décadas depois, em 1986, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), apoiou o retorno dos cassinos no país.

Ainda naquela época, os opositores de Doria alegaram que a jogatina alavancaria o crime organizado. Porém, os anos se passaram, e apesar dos crimes terem aumentado mesmo assim e questões mais graves surgirem, os cassinos continuam proibidos.

Segundo o site Poder 360, além do Brasil, Cuba e outros países baseados no fundamentalismo religioso continuam impedindo o funcionamento dessas empresas – já os países mais ricos têm uma legislação bem-estabelecida, o que permite que cobrem impostos sobre a prática, reinvestindo o dinheiro na sociedade.

Por exemplo, Singapura e Macau contam com resorts integrados aos cassinos, que além de gerarem renda e arrecadação, movimentam o turismo ao atraírem milhões de visitantes todos os anos. Por aqui, a melhor alternativa é visitar os estabelecimentos virtuais – um bom exemplo, o leovegas é seguro e está aberto para jogadores brasileiros. Isso porque cassinos online com sede no exterior podem operar por aqui, e o LeoVegas oferece uma excelente plataforma mobile para amantes da jogatina, criando um ambiente imersivo com vários jogos grátis na versão demo, e até mesmo um cassino ao vivo.

Resorts integrados

Hoje, o Congresso Nacional discute a possibilidade de permitir a implantação dos chamados resorts integrados com cassinos em território nacional. Um dos projetos que estão em discussão é o Projeto de Lei 4.495/2020, do senador Irajá Abreu (PSD-TO). O texto do senador abarca não somente a jogatina em resorts, como também centros de eventos, parques temáticos, hotéis de luxo, spas, entre outros. O objetivo dessas propostas é alavancar o setor de turismo no país, que está estagnado.

Na América do Sul, metade dos turistas que visitam o Uruguai em busca dos jogos são brasileiros. Já quem vem de outro país à América Latina querendo esse tipo de entretenimento também tende a escolher outros destinos já que, por aqui, esse tipo de estabelecimento não existe.

Mas não é somente o turismo que se beneficiará com a liberação de resorts integrados, como também várias outras áreas da economia, como a indústria de entretenimento, economia criativa e cultura. A construção desses empreendimentos também perpassa por várias outras áreas, gerando benefícios a curto e longo prazo, como a criação de milhares de vagas de trabalho, geração de impostos em mais de um nível, e até mesmo impulsionando o desenvolvimento social nas áreas locais.

Mais próximo do que nunca

A esperança é que esses planos se concretizem, já que o tema vem sendo amplamente discutido em âmbito político. Por exemplo, em março deste ano, o governo contratou um estudo financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento para verificar que áreas poderão receber esses resorts se, porventura, um projeto para a recuperação do turismo pós-pandemia for aceito. Já em agosto, Gustavo Guimarães, secretário de loterias do Ministério da Economia, fez um evento público online, com executivos do setor, para discutir o tema.

Outros projetos vêm considerando uma legalização ainda mais ampla, indo além dos resorts integrados. Esse é o caso do marco regulatório dos jogos, que visa legalizar tanto os cassinos quanto os bingos, jogo do bicho e outros jogos de azar. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi quem  criou um grupo de trabalho focado em discutir o tópico. Um dos participantes e presidente da Comissão do Turismo, o deputado João Carlos Bacelar (Pode-BA), comentou que um relatório provavelmente sairá até novembro de 2021.




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