Ministério Público denuncia nove pessoas suspeitas de exploração ilegal de jogos de azar em Quixeramobim

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O Ministério Público do Estado do Ceará representado pelo Promotor de Justiça Bruno de Albuquerque Barreto ofereceu denúncia formal (ação penal) em face de nove pessoas, sendo que seis delas permanecem presas e que foram alvos da operação “Jogo Sujo” deflagrada em fevereiro desse ano em Quixeramobim, tendo a frente das investigações o delegado Dr. William Lopes. Os alvos permanecem presos por suspeitas de envolvimento em um esquema criminoso relacionado à exploração ilegal de jogos do bicho.

Todos eles vão responder, por enquanto, por 8 crimes de extorsão (praticados contra moradores/comerciantes), associação criminosa armada e exploração de jogos de azar. As investigações vão continuar para apurar o possível vínculo desse esquema com facção criminosa, além da suspeita de haver também lavagem de dinheiro.

Durante a ofensiva, foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo, uma espingarda, uma pistola, munições e outros materiais de interesse investigativo. Além disso, foi solicitado à Justiça o bloqueio de bens ligados aos investigados. As investigações apontam a existência de um esquema criminoso estruturado voltado à coerção de agentes econômicos locais, como cambistas, operadores e comerciantes vinculados a apostas e jogos, com o objetivo de forçar a migração compulsória ou adesão às plataformas pertencentes ao grupo criminoso.

De acordo com a denúncia apresentada, o esquema funcionava em três núcleos — o de COMANDO (sócios das BETS envolvidas), o GERENCIAL (gerentes regionais) e o de EXECUÇÃO (cumpriam as missões de intimidar e ameaçar as vítimas).

“Essa atuação indicativa da divisão de tarefas e do escalonamento de acordo com “núcleos organizacionais”, por assim dizer, havia sido estruturada ao longo de
reuniões/encontros […] que já ocorriam, pelo menos, desde 16 julho de 2025.  Apurou-se, inclusive, [em um dos encontros] que tal reunião não se deu apenas com o objetivo de deliberar sobre a expansão da plataforma na região (plano que já se encontravam em andamento), como também — e sobretudo — para “padronizar” os métodos que seriam utilizados (cobranças, ameaças, coação, violência etc), entre outros, para “obrigar” cambistas e operadores locais a agirem de acordo com os interesses do grupo.”, diz outro trecho da denúncia apresentada.

 

 

 




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