Nesta terça-feira (05), a A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) deflagrou a operação Consorte com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas a uma organização criminosa atuante em múltiplos estados. As investigações identificaram um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões, indicando a possível utilização de mecanismos para ocultação e para dissimulação de recursos ilícitos. No Ceará foram cumpridos mandados em Ibicuitinga, Morada Nova, Aquiraz e Jaguaribara e Fortaleza, além de Belo Horizonte em Minas Gerais.
Entre os presos na operação está o vereador de Morada Nova, Weder Basílio (PP), eleito com 3.114 votos na eleição de 2024. A operação Consorte é um desdobramento da operação Traditori, deflagrada anteriormente, que resultou na prisão de outros cinco vereadores de Morada Nova.
A defesa do vereador lamentou a falta de acesso ao conteúdo da decisão de prisão, “enquanto se verifica uma enxurrada de notícias e entrevistas do delegado responsável”.
“Todas as providências jurídicas serão tomadas não só para revogar a prisão ilegal, bem como para esclarecer fatos que apesar de tratados como certos pelo delegado responsável, ainda estão sob apuração”, declarou.
“Vale dizer que na referida entrevista o delegado menciona um escritório de contabilidade, como se fosse do próprio investigado, quando na verdade é um escritório com sede vizinha ao local da sede da empresa. A atividade empresarial está sendo tomada como se fosse um crime, simplesmente por movimentar altos valores financeiros. Há poucos meses esse mesmo pedido de prisão havia sido negado”, complementou.
A defesa ainda disse que confia no restabelecimento célere da justiça, “não obstante nada devolva ao investigado os dias que passará preso ilegalmente”.

